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sábado, 14 de julho de 2012

FIGURA DO SAMBA - Machine, o síndico da Marquês

Com apenas oito anos de idade, Machine, ganhou o título de 1° passista num concurso realizado na quadra da Beija Flor de Nilópolis, este fato deu início ao seu amor pela escola. Mais tarde, convidado pelo carnavalesco Geraldo Cavalcanti, foi para a Unidos da Ponte, onde se tornou passista e coordenador da escola mirim. Aos 15 anos, passou a integrar a ala de passistas da Beija Flor, tornando-se uma das atrações dos ensaios realizados na antiga quadra da escola. Durante toda a vida, sua trajetória foi ligada ao samba e à escola de Nilópolis. Além de passista, Machine foi um grande mestre sala e excursionou pela Europa e Japão.

José Carlos Faria Caetano, O Machine, ganhou esse apelido em 1983, na França, onde se apresentou nas festividades de fim de ano. Um empresário francês, Daniel Castro, o apelidou de "La Machine du Samba" (A Máquina do Samba), nome que foi logo simplificado pelo mestre Joãozinho Trinta que passou a chamá-lo simplesmente de "Machine".

Exatamente por ter uma vida dedicada à Marquês de Sapucaí, sua popularidade se mistura à própria história do Sambódromo. Machine foi convidado pelo então, governador do Rio de janeiro, Leonel Brizola, para coordenar os ensaios técnicos da avenida e desde então, é detentor das chaves da passarela do samba, o que lhe deu o complemento de "Síndico da Passarela" ao apelido.



Todos os anos, Machine sai de sua casa em São João de Meriti e passa 6 meses Sambódromo, trocando a noite pelo dia, acompanhando os processos de montagem e desmontagem das estruturas e coordenando os ensaios.

Tanta história e dedicação às escolas de samba fez com que Machine fosse eleito em 2010, pelo jornal O Dia, o sambista mais popular do Rio e lançasse no mesmo ano o livro "Machine, o Síndico da Passarela", aonde conta desde a sua infância suas aventuras no mundo do samba.


Machine conta essa história:

Passista, mestre sala, síndico da passarela e... coreógrafo de comissão de frente. Isso mesmo, Machine também foi responsável por algumas comissões nos anos 90.

ENREDO: “Brasil feito à mão – do barro ao Carnaval”
 “Mãos da miscigenação”

ENREDO: “A face do disfarce”.
“Corte de Momo”

ENREDO: “As sombras da folia”
“Sarau da Corte”

Com a proximidade dos desfiles, as comissões vão para avenida fazer alguns ensaios técnicos, onde conferem detalhes da coreografia e testam as surpresas que serão apresentadas (geralmente na madrugada). Machine não está mais à frente das comissões, mas a sua ligação com elas ainda é intensa. Isso porque, os coreógrafos precisam agendar seus ensaios com ele, que fica também responsável pela fiscalização dos mesmos, além de organizar os horários dos grupos na pista.

Abaixo, temos uma tabela com a programação de ensaios das comissões de frente das Escolas de Samba do Grupo Especial do Rio para o carnaval de 2008, cedida por Machine à Julio Cesar Farias para o livro "Comissão de Frente - Alegria e Beleza Pedem Passagem":




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