Aqui elas dão show!

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sábado, 21 de julho de 2012

NOSSA HISTÓRIA - Salgueiro e as comissões dos anos 2000

Salgueiro 2012 - FOTO: Rafael Moraes
Lá vem o Salgueiro, com o seu "exército napoleônico", invadindo Portugal através da Avenida Marquês de Sapucaí em pleno ano 2000, onde comemoravam-se os 500 anos do Brasil. A ironia é que o comando desta tropa era de uma mulher de estatura baixa e com um nome cheio de coincidências. Carlota Portela, tem o mesmo nome da Rainha de Portugal, a espanhola Carlota Joaquina, esposa de D.João que veio para o Brasil, vejam só, fugindo da invasão das tropas de Napoleão, retratados na comissão de frente. E o sobrenome traz a co- irmã e também uma das escolas de samba mais antigas do carnaval carioca, a Portela.

E foi no Brasil, em 2001, mas especificamente no Salgueiro, que foram encontrados os guerreiros Guaikurus da tribo de Caio Nunes, que bateu as asas de sua imaginação fazendo pássaros pré históricos bailarem em meio a um show de luzes.

Mas, em 2003, a escola sentiu saudades de casa e decidiu fincar os pés no chão como se fossem raízes profundas de uma árvore gigante chamada tradição e começou um namoro com Marcelo Misailidis, que para entender que ali naquele solo ele não poderia ser MELHOR, nem PIOR e sim DIFERENTE, precisou viajar por civilizações... Foi à Índia atrás de guerreiros que dessem origem ao combustível da máquina propulsora de tanta alegria, trouxe primatas que acendessem a chama da paixão, mergulhou no universo dos minúsculos seres em busca de aranhas que tecessem a mais perfeita teia da vida e encontrou na Candace Nefertite, a explicação que precisava: "Salgueiro é amor que mora no peito". E este amor é imortal!

Uma escola revolucionária como o Salgueiro só poderia ter em suas cores o vermelho. A mais quente das cores primárias, sempre associada à mais vibrante das estações, que aquece a qualquer pessoa que se aproxime, assim como a sua bateria Furiosa. E com Hélio Bejani não foi diferente... Ele desembarcou na escola que cantava o orgulho de ser carioca, cheio de verão, praia e sol dentro de si. Foi paixão à primeira vista! Seu coração bateu forte como um "Tambor" e campeão caiu de cabeça no universo dos livros, onde junto com seus Monges Copistas escreveram mais uma página na história da agremiação. Uma história de cinema, capaz de transformar vendedores de balas nas grandes estrelas do maior espetáculo da terra.

E assim, Bejani seguiu adiante, incansável à criar
para a escola mais vibrante desta festa popular

transformou mulher em boneca, fez cangaceiro dançar
até dragão entrou na festa pra ajudar a história contar

Tudo isso a bordo da Caravana Arretada
que passou pela avenida animando toda arquibancada


Com vocês... As doze comissões dos anos 2000!

2012
ENREDO: “Cordel Branco e Encarnado”
"Caravana Arretada"
por Hélio Bejani


2011
ENREDO: “Salgueiro apresenta: o Rio no cinema”
"Em busca da fama"
por Hélio Bejani

2010 
ENREDO: "História sem fim"
"Monges Copistas"
por Hélio Bejani


2009
ENREDO: "Tambor"
"No princípio era o tambor..."
por Hélio Bejani

2008
ENREDO: “E o Rio de Janeiro continua sendo...”
“Colorindo a alegria de chegar...”
por Hélio Bejani


2007
ENREDO: “Candaces”.
“Asas da imortalidade”
por Marcelo Misailidis


2006
ENREDO: “Microcosmos: o que os olhos não vêem, o coração sente”.
“Tecendo a vida”
por Marcelo Misailidis

2005
ENREDO: “Do fogo que ilumina a vida, Salgueiro é chama que não se apaga”.
"O fogo que ilumina a vida"
por Marcelo Misailidis


2004
ENREDO: “A cana que aqui se planta tudo dá... até energia! Álcool, o combustível do futuro”
“Guardiões guerreiros”
por Marcelo Misailidis


2003
ENREDO: “Salgueiro, minha paixão, minha raiz, 50 anos de glória”.
“Academia do Samba”
por Marcelo Misailidis

2002
ENREDO: “Asas de um sonho. Viajando com o Salgueiro, o orgulho de ser brasileiro”.
“O bailar dos pássaros – a pioneira inspiração do mundo”
por Caio Nunes

2001
ENREDO: “Salgueiro no mar de Xarayés, é Pantanal, é Carnaval”.
“Guerreiros Guaykuru”
por Caio Nunes

2000
ENREDO: “Sou rei, sou Salgueiro, meu reinado é brasileiro”.
“Portugal invadido”
por Carlota Portela

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