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sábado, 7 de julho de 2012

NOSSA HISTÓRIA - O dia em que Ary do Cavaco não desfilou na Comissão de frente

Compositor. Cantor. Instrumentista e...
Componente da comissão de frente por mais de dez anos


Passou a infância no bairro de Coelho da Rocha, em São João de Meriti, cidade da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.
Trabalhou como torneiro mecânico, engraxate e vendedor de pão.
Ingressou na Ala de Compositores da Portela em 1962.
Autodidata, aprendeu a tocar cavaquinho.
Começou a compor com 27 anos.
Seu irmão Rubens Alves de Souza também foi um de seus parceiros mais constantes.
Em 1969 compôs o partido-alto "Cotidiano", com Silvinho do Pandeiro. Neste mesmo ano, compôs com Ari Guarda "Pra onde eu vou".
No ano de 1971 o samba-enredo "Lapa em três tempos" (c/ Rubens Alves de Souza) classificou a Portela em 2º lugar do Grupo 1. Neste mesmo ano, Paulinho da Viola gravou com grande sucesso essa composição. No ano seguinte o compositor fez sucesso com "Nó na cana", em parceria com César Augusto. A música  foi apresentada no "VII Festival Internacional da Canção", da TV Globo do Rio de Janeiro.
No ano de 1974 Elizete Cardoso no LP "Feito em casa" incluiu de sua autoria "Chico Lambança" e "Batido na palma da mão", ambas em parceria com Otacílio de Souza.
Em 1976 fez sucesso com o samba  "Na Beira do Mangue", parceiria com Otacílio da Mangueira.
Em 1981 participou do "MPB Shell", da TV Globo com a música "Reunião de bacana", em parceria com Bebeto Di São João. A música foi interpretada pelo conjunto Exporta Samba, alcançando grande repercussão na época. No ano seguinte, participou outra vez do "MPB Shell", desta vez com a música "Mordomia" (c/ Gracinha), obtendo o 3º lugar com a interpretação de Almir Guineto.
Como músico participou de shows e gravações com Zeca Pagodinho, Jair Rodrigues e Originais do Samba, entre outros.
Atuou em shows no Cordão do Bola Preta, na Casa de Bamba, na Casa do Partideiro, no Clube do Renascença e em outros clubes e boates.
Em 1996 no disco "Deixa clarear", pela gravadora PolyGram, Zeca Pagodinho interpretou "Nega do patrão" (c/ Octacílio da Mangueira).
No ano 2000 organizou e participou do disco "Ala de Compositores da Portela", no qual declamou versos de seu samba-enredo "Lapa em três tempos" (c/ Rubens Alves de Souza). Deste mesmo disco participaram Eliane Faria, Paulinho da Viola, Monarco, João Nogueira, Cristina Buarque, Simone Moreno, Wilson Moreira, Dorina, Norival Reis, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Fraco Cava, Anderson da Portela e Waldir 59.
Em 2002, seriamente enfermo, foi objeto de um movimento público para arrecadar recursos para seu tratamento, liderado por Darcy da Mangueira, Lair e Ricardo Cravo Albin, seus amigos de início de carreira. Neste mesmo ano, foi lançado o livro "Velhas histórias, memórias futuras" (Editora Uerj) de Eduardo Granja Coutinho, livro no qual o autor faz várias referências ao compositor.
No ano de 2005 com a composição "Praça Mauá", classificou-se em quinto lugar no "Festival de Samba de Terreiro da Portela".
Compôs em parceria com Octacílio da Mangueira (Otacílio de Souza) "Na beira do mangue", gravada por Jair Rodrigues.
Em 2010 apresentou-se no Bar Vaca Atolada, no Centro do Rio de Janeiro.
No ano de 2011 participou do projeto "Terapia Popular", do cantor e compositor Roberto Serrão, no bar Severyna, no bairro de Larajeiras, Zona Sul do Rio de Janeiro. Na ocasião foi acompanhado pelo grupo Cara da Gente, integrado por Maurício Verde (cavaquinho), Vinicius (percussão), Zé Carlos (percussão) e Diogo Cunha (violão 7 cordas).

Na Portela, o poeta presidiu a Ala dos Compositores de 1993 a 2003.
É um dos autores de cinco sambas da azul e branca, sendo dois deles em parceria com Rubens: "As Treze Naus", de 1986; e "Lapa em Três Tempos", de 1971. Também em 1986, foi autor de "Morfeu do Carnaval - a utopia brasileira"; em 1992, de "Todo azul que o azul tem", e em 2006, quando a escola desfilou com o enredo "Brasil marca a tua cara e mostra para o mundo", contou, maiz uma vez, com o dom de Ari, que assinou o samba ao lado de Mauro Diniz, Junior Escafura, Marquinhos de Oswaldo Cruz e Naldo.

Ary fez parte da comissão de frente da escola por anos seguidos, mas um incidente o deixou de fora do grupo no carnaval de 1990. O motivo? Ele mesmo relata no vídeo a seguir:


Ary do Cavaco morreu em casa, dormindo, no dia 22 de setembro de 2011. Ary também esteve na disputa para o Carnaval 2012, onde assinou o samba ao lado de Fernando bom cabelo, Carlos Augusto, Walter Alverca e Ari Jorge.

Ary na quadra da Portela:



FONTE: Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira

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