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quarta-feira, 11 de abril de 2012

NOSSA HISTÓRIA - 1938 - O início do julgamento

Em 1937, sintomas de que o mundo passaria por uma grande Guerra já começavam a aparecer no Brasil e os desfiles foram muito tumultuados. Neste ano, a polícia comandada pelo delegado Dulcídio Gonçalves (que obrigou a Vai Como Pode a mudar seu nome para Portela), decidiu simplesmente acabar com o desfile quando ainda faltavam dezesseis escolas a se apresentar, entre elas a Estação Primeira, a Prazer da Serrinha e a Unidos da Tijuca. A comissão julgadora deu campeonato à Vizinha Faladeira, que havia levado para a avenida alegorias luxuosas e sua comissão de frente sobre um automóvel e cavalos. Fato que causou muita polêmica na época.

Em 1938, tendo em vista a  polêmica do carnaval anterior, a União das Escolas de Samba (entidade formada pelos dirigentes das escolas para organizar os desfiles), tratou de modificar o regulamento do desfile, exigindo que as escolas se apresentassem "de acordo com a música nacional" e proibindo-as de apresentar enredos "com carros alegóricos e carretas". Estabeleceu também que, nos enredos, não seriam permitidas "histórias internacionais, em sonhos ou em figuração". Determinou ainda que os quesitos em julgamento seriam samba, harmonia, bateria, bandeira, enredo, indumentária, comissão de frente, fantasia do mestre sala e da porta bandeira e iluminação do pré-quesito.

Até então a comissão de frente, esteve sempre presente nos desfiles, mas após o desfile de 1938, passou a contar pontos para a escola.

FONTE: "Escolas de Samba do Rio de Janeiro" de Sérgio Cabral

Um comentário:

  1. imagino a tensão q as agremiações sentiram na época com toda essa conturbação!!! estou adorando esse blog!!

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