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terça-feira, 3 de abril de 2012

NOSSA HISTÓRIA - Mangueira 1934





A Estação Primeira, que desfilou em 1934 com o enredo "República da Orgia", rara tentativa de uma escola de samba apresentar um enredo de sabor humorístico.




Confira como foi o desfile "República da Orgia" da Estação Primeira no carnaval de 1934, descrito provavelmente por Carlos cachaça, que ainda chamava a escola de bloco carnavalesco:

"O Bloco Carnavalesco estação Primeira de Mangueira, com sede à Travessa Saião Lobato, 30, apresenta ao público e à imprensa em geral o seu humilde séquito, que obedece ao enredo "República da Orgia" idealizado e executado pela comissão de carnaval composta dos srs. Valdemar Nascimento, Sait-Clair Soares, Júlio Dias Moreira e Arlindo Maximiliano dos Santos.
A 'República da Orgia' é uma república absoluta, cujo o poder máximo é confiado ao presidente Samba, representado pelo sr. Joaquim da Silva Leite e os seus ministros assim distribuídos: doutores Valsa, Francisco Honorato; Polca, Nélson Cunha; Tango, Manuel Matos; Fado, Norival de Souza; Rancheira, Joaquim Silva; Foxtrote, Jaime Matos. Comissão de frente seguida dos respectivos ajudantes-de-ordens, srs. Capitães: Ébrio joão de Oliveira; Fumante, Pedro gomes; Jogador, José Augusto; Vagabundo, José Soares; Desordeiro, Antônio de Souza. seguem-se dois poderes supremos: o Supremo Tribunal e a Procuradoria Geral, representados pelos conselheiros Ouro e Álcool, encarnados nas pessoas dos srs. Ari Soares e Artur de Araújo.
O 'alto comércio'é representado pelas baianas, que trazem em seu poder tudo o que compõe a orgia, isto é, instrumentos de música, apetrechos de jogos etc. Encerra segunda parte o 'poder naval', representado pela segunda porta bandeira, senhorita Ilka Silva, acompanhado pelo 'poder aéreo', representado pelo segundo mestre-de-cerimônias, sr. Arlindo Conrado. O professor Alegria, representado pelo sr. Angenor de oliveira (primeiro diretor de harmonia) rege o corpo coral, masculino e feminino, que apresenta vistosas fantasias próprias para o Baile Oficial da República, no qual está presente o segundo diretor de harmonia, José Gonçalves, auxiliando o professor Alegria. As operárias especialistas, sob a chefia do 'engenheiro' Valdemar de oliveira, compões a orquestra (instrumentos de cordas). A quinta parte é composta de trabalhadores em geral, chefiados pelo 'capataz' Antônio Macumba, diretor de bateria".

FONTE: "Escolas de Samba do Rio de Janeiro" de Sérgio Cabral

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