Aqui elas dão show!

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Comissões de frente 2008

Neste ano, a campeã foi a Beija-Flor com o enredo  Macapaba – Equinócio solar:
viagens fantásticas ao meio do mundo.

SÃO CLEMENTE 
ENREDO: “O clemente João VI no Rio: a redescoberta do Brasil”.
CARNAVALESCO(S): Milton Cunha e Mauro Quintaes.
Componentes: 01 feminino (o transexual Rogéria) e 14 masculinos.
Nome da fantasia: “O teatro de Maria, a louca: na piração de fevereiro de 1792, a rainha
sonha com a Sapucaí brasileira”.
O que representou: “A São Clemente com requinte e fidalguia, prepara a festa para a Família
Real: conta através de magnífica encenação, na sua  Comissão de Frente, o episódio do
enlouquecimento  da matriarca, Maria I, aqui brilhantemente interpretada pela vedete Rogéria.
Para tanto, convida a Companhia de atores e bailarinos “Indo com as outras”, para encenar o
drama-festivo “Na sala do Trono, a tempestade de escrúpulos”, devaneio histórico-fantasioso
dividido em duas partes:
UM- aclamada soberana em 1777, a piedosa Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes
Rita Joana de Bragança, luta contra o ex-todo poderoso Pombal; assusta-se com as notícias
sobre a revolução Francesa que decapitou os soberanos; e governa com três preocupações
básicas: reparar às ofensas a Deus,  moralizar as mulheres (a ponto de chegar a proibir que
elas representassem nos teatros), e organizar a vida pública. Infelizmente o seu confessor, o
bispo do Algarve, D. José Maria de Melo, fanático e destituído de bom senso, foi quem mais
contribuiu para a aterrar os escrúpulos da consciência da Soberana, que tinha receio de atrair
sobre si própria as iras de Deus. E a desgraça veio mesmo: o desgosto pungiu dolorosamente o
coração da Rainha, que viu num curto período de tempo morrer a mãe, o marido e o herdeiro
do trono, D. José, que morreu em 1788. Esta luta que se travava no seu espírito já
enfraquecido, e que as paixões políticas cada vez mais acirravam, produziu afinal um ataque
de loucura, que a assaltou no dia 1 de Fevereiro de 1792, quando saía do teatro de Salvaterra.
Logo ali foi sangrada duas vezes, e no dia 3 de Fevereiro voltou para Lisboa, mas o seu estado
era de tal forma grave, que o governo escreveu logo para Londres, ordenando ao ministro
português que ajustasse por todo o preço o celebre medico Dr. Willis, que fora quem tratara
um outro doido coroado, Jorge III.
DOIS- Na sua loucura dos “remédios evacuantes” prescritos pelo psiquiatra inglês, a mãe
rainha perdida de amores vê em seu amado pimpolho João Maria José Francisco Xavier de
Paula Luís António Domingos Rafael de Bragança, ou  simplesmente D. João, aclamado
príncipe do Brasil e novo herdeiro do trono, a alegria para sua infortunada vida. É ele a saída
para um novo mundo, é ele o construtor de um lugar  feliz nas distantes terras da Sapucaí 122
Brasileira. No auge de seu desvairio, Maria encomenda para o clementiano povo daquele
alegre reino, uma entrada régia triunfal em Honra e Glória a seu filho, o Clemente João VI.
Doida de pedra, Maria faz com os personagens de seu teatro imaginário um grande carnaval”.
Coreógrafo(s): Caio Nunes.
Pontuação: 9,8 – 9,8 – 9,7 – 9,7

UNIDOS DO PORTO DA PEDRA
ENREDO: “100 anos de imigração japonesa – tem pagode no Maru”.
CARNAVALESCO(S): Mario Borrielo.
Componentes: 15 masculinos.
Nome da fantasia: “Alegria! Alegria! O Teatro Kabuki chegou!”
O que representou:  “O início do nosso desfile é uma visita ao Teatro Kabuki, onde um
diminuto espaço separa a realidade e a fantasia. Os atores travestidos em figuras mitológicas
ou em personagens femininos nos fazem penetrar nas  antigas tradições japonesas. O Teatro
Kabuki nasceu espetáculos de marionetes e, apesar de utilizar maquinários modernos, até os
dias de hoje não renuncia ao seu estilo. Kabuki é um neologismo proveniente do verbo
Kaburu (desviar), derivado etimologicamente de Katamuru (inclinar). Desde o séc. XVII o
adjetivo Kabuki é usado para designar algo extravagante, absurdo e o não convencional. A
criação do Teatro Kabuki provém da segunda metade do século XVI e nos remete a três
ideogramas chineses: KA (canto), BU (dança) e KI (técnica). A Comissão de Frente
representa a chegada de um espetáculo Kabuki. O cenário reproduz um pagode xintoísta. No
camarim, os atores se maquiam enquanto os camareiros lhes trazem os ricos Kimonos. E, logo
em cena já surge o primeiro personagem: um sábio que irá nos contar uma história de
sacrifício, esperança e sucesso. Em seguida duas damas aparecem, protegendo com seus
leques, uma terceira que interpreta a saudade. Surgem, então, mais três atores com longas
perucas, interpretando o tempo, o vento e o futuro” .
Coreógrafo(s): João Paulo Machado.
Pontuação: 9,8 – 9,7 – 9,7 – 9,7

ACADÊMICOS DO SALGUEIRO
ENREDO: “E o Rio de Janeiro continua sendo...”
CARNAVALESCO(S): Renato Lage e Márcia Lávia.
Componentes: 01 feminino e 14 masculinos.
Nome da fantasia: “Colorindo a alegria de chegar...”
O que representou: “Como seria se os portugueses desembarcassem hoje no Rio de Janeiro?
‘Pois bem, cheguei!’ Verão, praia, sol ... E um grupo de navegadores que, no lugar de uma
solene caravela, desembarca de uma banana-boat nas  areias escaldantes do Rio de Janeiro.
Cansados da viagem, mas seduzidos pelas belezas nativas, os ‘gringos’ se deparam com uma
visão encantadora. E não é só a paisagem natural luxuriante que deslumbra o grupo lusitano
nessa praia ensolarada, mas a sensualidade da nativa carioca, que segue num doce balanço seu
caminhar por uma orla imaginária. Hoje, a índia é a tal. ‘Quero ficar bem à vontade...’ A
menina que vem e que passa conduz os navegantes, seduzidos pelo jeito carioca de ser em sua
mais pura manifestação. É a própria divina obra-prima, admirada e disputada pela trupe
recém-chegada, que tenta de todas as maneiras atrair a atenção da nossa índia carioca, mas ela
lhes aplica um sutil ‘chega-pra-lá’ com a mesma suavidade da brisa que embala as ondas do
mar. As espadas empunhadas em batalhas se transformam em barracas de praia que dão todo o
colorido de um dia ensolarado de verão, na excitante atmosfera propícia para tirar ‘aquela
onda’. Nesses primeiros momentos em solo carioca, o coração bate forte, deixando a vida os 123
levar pelos caminhos do paraíso onde acabaram de aportar. ’Na verdade, eu sou assim...’ É o
redescobrimento da nossa cidade, com um olhar irreverente, alegre e descontraído, no melhor
estilo carioca. Em gestos, expressões e na própria fantasia, unem o passado ao presente, numa
linguagem cênica moderna, sem abrir mão da função primordial da comissão de frente: saudar
o público e apresentar a escola. É a alma carioca expressada por cenas de uma cidade quente,
acolhedora, alto astral. Cidade, em síntese, Maravilhosa”.
Coreógrafo(s): Hélio Bejani.
Pontuação: 10 – 10 – 9,9 – 9,9


PORTELA
ENREDO: "Reconstruindo a Natureza, Recriando a Vida: O sonho vira realidade!"
CARNAVALESCO(S): Cahe Rodrigues.
Componentes: 15 masculinos.
Nome da fantasia: “O balé das águas-vivas”.
O que representou: “Conceito - O espetáculo da Criação vai começar. Na profundeza do
Oceano, medusas e caravelas formam um cortejo para  celebrar a vida que se multiplica no
mundo submerso. Elas se contraem, pulsam e se locomovem ao sabor do vento, que as conduz
na direção do futuro. A Ciência as batizará de Cyanea lamarchi e Physalia physalia,
componentes do zôoplancton. Aqui são apenas águas-vivas, representantes singelas da
majestade do mar. O Balé das Águas Vivas é um momento lúdico pinçado do quadro inicial
do Enredo, revestindo de graça e leveza o episódio da Criação; e, ao mesmo tempo, flui com
liberdade, representando os movimentos do mar. Um deles, inclusive, será bastante explícito,
destacando a apresentação da Escola. Cristais simbolizam o brilho das partículas do mar.
Coreografia – A dança representará os diversos movimentos das águas do mar, ora tranqüilas,
inspirando poetas; ora revoltas, assustando os navegantes. Águas que encantam e assustam,
águas que por vezes, correm do rio para o mar.
Indumentária - Vários materiais foram utilizados até que se encontrasse o que mais se
aproximava da água do mar. Optou-se pelo lamê nacarado, que oferece liberdade de
movimentos, com leveza e transparência – como as águas-vivas”.
Coreógrafo(s): Jorge Teixeira.
Pontuação: 10 – 9,9 – 9,8 – 9,7

 ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA 
ENREDO: “100 anos de frevo, é de perder o sapato. Recife mandou me chamar”.
CARNAVALESCO(S): Max Lopes.
Componentes: 08 femininos e 07 masculinos.
Nome da fantasia: “O frevo do amanhã, um futuro de paz”.
O que representou: “Neste ano que comemoramos o centenário do Frevo, uma das maiores
manifestações populares do Brasil, hoje patrimônio da humanidade, prestaremos uma grande
homenagem não somente ao Passo e a Música,  mas principalmente ao POVO que fez, faz e
fará  desta cultura a sua grande identidade. Traremos a “Essência da Dança” com uma
execução coreográfica, fiel aos movimentos originais, mostrando como e porquê foram
criados e com os componentes representando o nascimento e perpetuação desta cultura, desta
dança que é forte, e requer de seus dançarinos um grande preparo físico, amor e entrega na sua
execução. Quero trazer para a avenida uma representação real, forte e fiel do FREVO e não
uma coreografia que mostrasse alguns passos. Para isso, uma grande  pesquisa foi realizada,
com constantes idas a Recife para buscar a origem e os “porquês” dos passos e movimentos
bruscos, adereço ( sombrinha) e personagens desta cultura. Não foi fácil definir como seria a 124
Comissão de Frente. O elenco teria que ter a energia que a dança exige e para isto decidimos
desfilar com dançarinos que dominassem a dança, que tivessem “raça” e conhecessem este
ritmo na sua essência, os passos gravados nas suas mentes e também a vitalidade exigida na
coreografia. Nas minhas idas a Recife, conheci, entre tantos grupos de dançarinos de frevo,
uma escola muito especial, que me seduziu e trouxe a idéia desta Comissão: o seu trabalho
social se assemelha ao trabalho social da Estação Primeira. Criei então: “O Frevo do amanhã,
um futuro de Paz”. Estou para isso, utilizando as   crianças do projeto social da Escola
Municipal de Frevo. Elas serão as nossas grandes estrelas na Sapucaí. Através da dança do
Frevo, estaremos incentivando-as ao estudo, disciplina, cidadania e preservando-as da
marginalidade pois todas são oriundas de comunidades de grande risco social. É a cultura do
Frevo tornando-as a grande esperança do futuro, cidadãos de bem, responsáveis pela
preservação da Cultura do Frevo. Como a Mangueira também desenvolve trabalhos sociais
com crianças de comunidades de grande risco, achamos que seria muito  interessante este
intercâmbio, não só quanto à preservação da cultura, mas também quanto à preservação da
dignidade destes pequenos cidadãos.
Traremos 15 crianças, entre 8 e 18 anos, com figurinos e adereços que representarão a história
do Frevo. Algumas trarão  vestimentas do cotidiano, sombrinhas pretas (guarda-chuva). Como
no início de tudo, os guardas chuvas eram utilizados como armas de defesa. Seus movimentos
serão os mesmos utilizados na época e que deram origens aos “passos de hoje”, como o AbreAlas, Britadeira, Caracolado, Parafuso e tantos outros oriundos da capoeira. Alguns
personagens importantes na formação desta cultura estarão representados aqui: Colombina, Zé
Pereira e uma “menção” (não representação) a figuras importantes do Maracatu. À frente
desta Comissão, virá uma criança de 8 anos, significando a origem e a continuidade do Frevo.
Esta criança representa também a ressocialização que a Escola do Frevo propicia, ou seja, o
afastamento de ações, convivências e influências de indivíduos e comunidades que oferecem
risco a sua integridade. Mostraremos que, através da dança, é possível fazer um Brasil
melhor”.
Coreógrafo(s): Carlinhos de Jesus.
Pontuação: 10 – 9,9 – 9,9 – 9,7


UNIDOS DO VIRADOURO
ENREDO: “É de arrepiar!”
CARNAVALESCO(S): Paulo Barros.
Componentes: 15 masculinos.
Nome da fantasia: “Quebrando o gelo”.
O que representou:  “Arrepio é uma função corporal humana em resposta ao frio. Essa é a
definição da ciência para o seu tipo mais primitivo. Mesmo causado por diferentes emoções, a
sensação sempre é de que ‘sentimos um frio na espinha’. Dez componentes da Comissão de Frente
vêm caracterizados de ‘Mr. Freeze’, cientista das histórias em quadrinhos que adquire poderes de
controlar o frio e utilizá-lo contra seus inimigos. De dentro de um módulo de apoio, representado
como um galpão frigorífico, surge o adversário, que será atingido e congelado pelos Mrs. Frezzers.
O efeito de fumaça não permite que o público perceba que a vítima é substituída por uma escultura
de gelo. Quatro ajudantes do cientista atacam o homem congelado, partindo-o em pedaços. A
movimentada cena de ação sugere que a Viradouro está ‘quebrando o gelo’ para deixar que todos
os arrepios possam percorrer a Avenida”.
Coreógrafo(s): Sergio Lobato.
Pontuação: 10 – 10 – 10 – 10

 MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL  
ENREDO: “O quinto império: de Portugal ao Brasil, uma utopia da história”.
CARNAVALESCO(S): Cid Carvalho.
Componentes: 15 masculinos (André Luis P. Miranda, André Inácio, André Luiz da
Conceição, Cláudio da Silva Rocha, Edivaldo Luis de Jesus, Edvaldo Moreira, Elio Silva,
Herdy de Brito, Hudson Sacramento, Higor Martins, Ivan Neves, Jamerson dos Santos,
Marcos Vinicius, Paulo César do Espírito Santo Jr., Rener Souza Ramos, Thiago Lima e
Wladimir Oliveira).
Nome da fantasia: “O nascimento místico de Portugal”.
O que representou:  “A comissão de frente representa um passeio de Dom  João, Carlota
Joaquina e Dona Maria pelas ruas do Rio de Janeiro  de 1808, acompanhados por alguns
membros da corte e de alguns escravos com seus trajes e adereços correspondentes à época”.
Coreógrafo(s): Fabio de Mello.
Pontuação: 9,9 – 9,9 – 9,9 – 9,8

UNIDOS DA TIJUCA
ENREDO: “Vou juntando o que eu quiser, minha mania vale ouro. Sou Tijuca, trago a arte
colecionando o meu tesouro”.
CARNAVALESCO(S): Luiz Carlos Bruno.
Componentes: 14 masculinos (Anacleto Alves, Arthur Morsh, Brian Vieira, Edifranc Alves,
Elois Xavier, Fabrício Negri, Irídio Mendes, João Paulo Felipe, Marcel Anselmé, Marcelo
Lages, Marcio Jahú, Marcos Théo, Rodrigo Massahud, Victor Maia e os suplentes: Carlos
Fonte Boa e Fagner Viana).
Nome da fantasia: “Coleção de Máscaras”.
O que representou: “Com grande força simbólica, as máscaras estão presentes em todas as
culturas. É um artefato carnavalesco que contém a alma e a expressão máxima da festa
dionisíaca, por isso constitui também item bastante colecionado por muitos foliões.  Os
arlequins tijucanos de nossa Comissão de Frente trazem o princípio básico do colecionismo:
a multiplicação das peças. Toda coleção é formada pelo ajuntamento de peças, que se
multiplicam gradativamente a cada aquisição do colecionador. Espelhos farão o efeito de
multiplicação do objeto colecionável – as máscaras – e também dos arlequins. Os integrantes
da Comissão de Frente vão interagir com um tripé que, fechado, será um grande expositor da
coleção de máscaras e, aberto, será um salão de espelhos multiplicadores dos bailarinos e das
máscaras.
“Nossos arlequins virão saudando e reverenciando o  público com movimentos ágeis, numa
coreografia dinâmica e cheia de nuances, brincando com a versatilidade dos bailarinos e com
a riqueza melódica oferecida pelo samba-enredo. O estilo coreográfico mistura a elegância
do ballet clássico (base da formação de todos os componentes desta comissão), sem esquecer
dos passos marcantes do samba, característicos da alegria e da liberdade da folia
carnavalesca. Para retratar um arlequim, procuramos um vocabulário de movimentação
rápida, com quadros estáticos (quando há uma breve pausa nos movimentos coreográficos) e
desenhos reproduzidos através dos espelhos. Atuamos o tempo todo buscando uma relação e
uma interação com o público”.
Coreógrafo(s): Rodrigo Negri e Priscilla Mota.
Pontuação: 10 – 10 – 9,9 – 9,9

IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE 
ENREDO: “João e Marias”.
CARNAVALESCO(S): Rosa Magalhães.
Componentes: 15 homens.
Nome da fantasia: “Princesas Marias em baile de gala”.
O que representou: “Serão quinze homens, travestidos de mulheres, inspirados e tal como, no
ballet “A Cinderela” do compositor russo Prokofiev”.
Coreógrafo(s): Alice Arja.
Pontuação: 10 – 9,8 – 9,8 – 9,7

VILA ISABEL
ENREDO: "Trabalhadores do Brasil"
CARNAVALESCO: Alex de Souza
Nome da fantasia: “Trabalho é amor e cuidado na Lenda Indígena do João de Barro”.
O que representou: Para nós trabalho está intrinsecamente ligado com a relação de amor e
cuidado que se tem consigo e com o próximo. Tendo como fonte de inspiração a Lenda
Indígena do João de Barro, esta comissão tem a intenção em apresentar o trabalho a partir do
amor e do cuidado com que este pássaro brasileiro tem ao construir a sua casa e cuidar de sua
família. Esta lenda conta a historia de um casal de jovens indígenas que se apaixonaram. E o
rapaz foi pedir a mão de sua amada. Mas, para que fosse concedida era preciso uma prova de
amor vigiado por todos da tribo. Ao completar a prova, seus olhos brilhavam e seu sorriso
tinha uma luz mágica. Ao se deparar com sua amada,  se pôs a cantar como um pássaro,
enquanto seu corpo se transformava num lindo pássaro. E neste instante os raios do luar
tocaram a jovem e esta também se transformou em um pássaro e ambos saíram voando pela
floresta. Contam os índios que assim nasceu o pássaro João de Barro. A prova de amor que
uniu este casal está no cuidado e no trabalho com que construíram sua casa e protegem seus
filhotes. Trabalho e cuidado convivem mutuamente para que as relações humanas sejam
estabelecidas. Pois somos seres de cuidado e de trabalho, ambos estão na essência humana e
das coisas. Precisamos do cuidado para demonstrar nosso amor, e no trabalho encontramos o
fruto de nosso desenvolvimento. Pensando assim, o cuidado com a casa, com o outro, nos leva
ao mais nobre de todos os sentimentos: o amor. Utilizamos o João de Barro como símbolo
deste enredo para a Comissão de Frente e como inspiração para que nosso trabalho seja fruto
do amor”.
Coreógrafo(s): Marcelo Misailidis.
Pontuação: 10 – 10 – 9,9 – 9,9

ACADÊMICOS DO GRANDE RIO
ENREDO: “Do verde de Coari vem meu gás, Sapucaí”.
CARNAVALESCO(S): Roberto Szanieck.
Componentes: 15 masculinos.
Nome da fantasia: “Anjos da criação”.
O que representou:  “As indumentárias transformam os componentes em híbridos. No
momento da criação, pelas mãos de Deus, os anjos tornam-se os operários do divino milagre,
porém este ainda não tem forma definitiva e nem rostos, pois, a face de Deus não é parte da
semelhança entre estes e o criador. Através da crença cristã somente os humanos terão alma e
será a semelhança de Deus Pai, daí a ousadia da criação do figurino. Sua alegoria representa o 127
cristal de carbono primordial com sua estrutura perfeitamente esférica em seus vértices é um
dos elementos mais encantadores no que tange a geometria na natureza. Como o carbono
misturado a outros elementos forma quase todas as estruturas das criaturas viventes do planeta,
foi escolhido para dar início também ao nosso desfile”.
Coreógrafo(s): Renato Vieira.
Pontuação: 10 – 10 – 10 – 10

BEIJA-FLOR DE NILÓPOLIS 
ENREDO: “Macapaba – Equinócio solar: viagens fantásticas ao meio do mundo”.
CARNAVALESCO(S): Comissão de Carnaval (Alexandre Louzada, Fran Sérgio, Laila e
Ubiratan Silva).
Componentes: 07 femininos e 08 masculinos (Alexandre dos Santos, Antônio Roberto, Ariane
Alves Souto, Cássio Dias, Daniele Gomes Santos, Denis Gonçalves, Douglas Amaral, Felipe
Braz, Júlia Nogueira, Kelly Machado, Leonardo Nunes, Mônica Victorino, Simone Azevedo,
Thiago Francisco e Yara Barbosa).
Nome da fantasia: “A Linha Imaginária e a Beleza do Fenômeno Solar”.
O que representou: “Venerado pela suntuosa e mística Civilização Fenícia, e pelos radiantes
indígenas da Nação Waiãpi, o Sol, a expressão máxima da luz, é o Astro Rei, que com seus
raios faz incandescer um raro beija-flor, Brilho-de-Fogo, que guia o beija-flor de Nilópolis à
região mágica conhecida como  ‘Meio do Mundo’. Nesta terra, onde brotam palmeiras que
batizam cidades, onde imensos rios cortam a mata em movimentos sinuosos, tal qual
gigantescas  lagartas, pode-se dançar o  Marabaixo ao som de vorazes  jacarés e  onças
pintadas, enquanto graciosos  guarás colorem os céus. Neste paraíso podemos ainda
contemplar o Equinócio, termo derivado do Latim e que significa ‘noites iguais’. O fenômeno
é um dos dois momentos em que o Sol, em sua órbita  aparente, cruza o plano do equador
celeste. Do Monumento do Marco Zero, é possível observá-lo perfeitamente, quando em duas
ocasiões no ano, em março e setembro, ao entrar a luz do Sol, uma esfera de luz é projetada,
numa espécie de visualização da Linha do Equador através de um fascinante efeito de luz e
sombra”.
Coreógrafo(s): Ghislaine Cavalcanti.
Pontuação: 10 – 10 – 10 – 10

FONTE: Livro "Comissão de Frente: Alegria e Beleza pedem passagem" de Júlio César Farias

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